Além de expor livros, montamos um painel interativo, para que o público fosse o autor.
por Fernanda Carvalho
Local 1: Mostra Amarello II, dia 1/12, na Líbero, Badaró, 336.

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Relato:
Logo na entrada, embaixo do painel com os dizeres “Seja autor – seu começo, seu fim”, montamos, em branco, outro painel.
Vi alguns tipos de reação: uns passavam reto como se nada estivesse ali. Outros olhavam, mas resolviam não mexer. Alguns me perguntavam se podiam desenhar, escrever, se o painel em branco era para eles.
Nesse acontecimento, não houve muitos participantes, porém os que participaram se envolveram: desenharam personagens, quase uma historinha…, desenharam-me também e questionaram alguns valores. O papo deles comigo, que estava lá registrando, foi longe. Acho que, por algum momento, sentimos alguma intimidade. Talvez acreditássemos em coisas parecidas – objetivos se cruzam…
Ali, naquele momento, a interação ao vivo nos fez bem. Depois de propor questões sobre o tempo de agora, sobre quem é o autor, e propor ainda uma interação real, o resultado do que aconteceu, mesmo com o fato de alguns terem ignorado a proposta – propositadamente, ou não –, foi algum contato real. Alguma qualidade em tudo aquilo nos deixou satisfeitos. Talvez nada mais que experiências reais…
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Local 2: Estúdio Luzia – festa de 1 ano, dia 10/12, na rua Tito, 79, Lapa.

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Relato:
Desta vez, quase não apareci. Não precisei explicar e nem afirmar “sim, este painel é para você”. Lá, no Estúdio Luzia, parecia não haver autor com obra assinada: todos eram autores. Muita interação, vontade. O fazer e o apresentar ao público já estavam implícitos e explícitos. Vimos bandas, fotos, projeções, livros; passarinhos (de origami) voavam no salão… As crianças dançavam.
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